"O cheiro do perfume de quinta da recepcionista encheu minhas narinas, abrindo caminho a fogo. Ela era gorda, tinha unhas roídas, usava um vestido dois números menores e cheirava a cocaína. A gerente e recepcionista de plantão do Haven Five Stars Motel. Dylan conversava com ela, enquanto observava de esguelha, os olhos sobre a revista Elle do ano retrasado. “Total Eclipse Of The Heart” tocava nas caixas de som que eram quase mudas. Era terrível. Dylan entregou uma nota de vinte dólares à mulher e caminhou até mim. “Vamos, Amy.” Subimos a escada de madeira, que rangia e tremia ao passo de Dylan. Ele irrompeu no quarto pequeno, e sentou-se na cama. ”Dylan, eu...” Eu parei abruptamente, enquanto ele tirava um colchão de baixo da cama, e estendia-o. “Estou cansado disso, Amy. E pode dormir na cama.” E com isso, ele afundou no colchão. (...) Tic tac, tic tac. As batidas no relógio. Cinco horas da manhã e eu ainda continuava acordada. E então uma idéia surgiu na minha cabeça. Sai da cama com um salto, e enfiei os pés na bota de couro, enquanto passava um pente fino nas mechas embaraçadas e enfiava uma nota de cem dólares no bolso do jeans. Eu ia ficar de porre até desmaiar. Desci a queima-rosca a escada, e irrompi no bar do motel, que estava lotado. Joguei a nota de cem dólares no bar, fitando os olhos demoníacos do barman e afundando na cadeira, esperando o destilado. (...) “Não, Dylan! S-só mais uma b-b-bebida!” É, pode acreditar que eu estava bêbada. Ah, como estava. Dylan gritava palavras que fugiam do meu entendimento, enquanto eu cambaleava, tentando voltar ao bar. Eu estava muito bêbada, e sentia que seria sensato dizer para Dylan que eu o amava. “Dylan, eu t...” Mas então minha missão foi cumprida. Eu fiquei de porre...e desmaiei."
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Amy drunk girl
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